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Ao meu dono, ofereço minha prece, me alimente, me dê água e tome conta de mim, e quando o dia de labuta estiver acabando, me dê abrigo, uma cama seca e limpa, e um estábulo grande o suficiente pra que eu possa me deitar e ter um pouco de conforto.

Sempre seja gentil comigo. Converse comigo, freqüentemente sua voz significará o mesmo que as rédeas para mim. Me acaricie às vezes, e pode ser que eu trabalhe mais feliz e aprenda a te amar. Não dê puxões violentos na rédeas, e não me açoite quando estiver subindo uma ladeira. Nunca me bata, golpeie ou me chute quando eu não entender o que você quer, mas me dê uma chance de entendê-lo. Me observe: e se eu não cumprir minhas ordens, verifique se não tem nada de errado com minhas patas e arreio.

Não posso dizer quando estou com sede, então me dê água limpa e fresca com freqüência. Não posso dizer quando estou doente, então me observe, e pelos meus sinais você pode saber quais são minhas condições. Sempre me dê toda a proteção possível contra o sol quente, e coloque um cobertor em cima de mim, não quando estou trabalhando, mas quando estiver no relento e no frio.

Nunca coloque nada congelado na minha boca, esquente um pouco com o calor de suas mãos.

Eu tento carregar você e sua carga sem um lamento, e te espero pacientemente por longas horas, de dia ou à noite. Sem o poder de escolher minha ferradura ou o terreno, às vezes caio no chão duro: chão que várias vezes já rezei pra que fosse de uma tal natureza a permitir que minhas patas tivessem uma base segura. Lembre-se de eu devo estar pronto a perder minha vida a qualquer momento a seu serviço.

E finalmente, quando minha força útil me abandonar, não me deixe morrer de fome ou frio e, não me venda para algum dono cruel para ser torturado lentamente ou ter fome até a morte, mas sim, trate-me da maneira mais gentil, pois Deus irá recompensá-lo na vida e na morte. Não me considere irreverente se eu lhe pedir isso em nome Dele que nasceu em uma estrebaria.

Amém.

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